Cartola deixou o clube extremamente valorizado por seu papel na construção da equipe que se consagrou se eternizou com os títulos da Champions e Premier League
Ao que tudo indica, o primeiro passo do Liverpool, após o anúncio da futura saída de Jürgen Klopp, foi buscar o retorno de Michael Edwards, diretor esportivo que esteve no clube entre 2011 e 2022. Segundo informação do jornalista Fabrizio Romano, os Reds procuraram o executivo ainda no último fim de semana, mas ele não aceitou a proposta.
O britânico assumiria o cargo de diretor esportivo, ocupado atualmente por Jörg Schmadtke, que deixará a instituição junto do treinador alemão, ao fim da temporada. Trata-se do mesmo posto que o cartola deixou em 2022.
Para convencer Edwards sobre o retorno, a ideia da Fenway Sports Group, detentora do Liverpool, foi oferecer um papel central na reestruturação da equipe. Possivelmente, com ainda mais protagonismo do que em seus outros tempos como executivo da instituição.
Ainda assim, isso não foi suficiente para seduzir o ex-dirigente. No presente momento, ele ocupa cargo na Ludonautics, empresa fundada por Ian Graham, com quem trabalhou junto durante os tempos pelos Reds. O negócio nasceu em 2023 e visa ajudar equipes esportivas a otimizarem suas tomadas de decisões.
Michael Edwards e a fama de “o mago das contratações”

Até assumir a direção de futebol do Liverpool, em 2016, Edwards passou por mais de um cargo. Começou como Analista Chefe, foi Diretor de Performance e também assumiu como Diretor Técnico.
Sua presença, então, foi determinante para o sucesso do trabalho de Klopp, que chegou um ano antes do britânico assumir o comando de todo o departamento de futebol. Ele deu estabilidade ao alemão, sobretudo nos três primeiros anos, enquanto os títulos não vinham.
Nesse tempo, ajudou a selecionar e conduzir as transferências para deixar a equipe à feição do técnico. Teve papel crucial, por exemplo, na venda de Philippe Coutinho ao Barcelona. A transação ocorreu somente na janela de transferências de janeiro, por valores que viabilizaram a vinda de outros pilares da equipe.
Sob sua direção, os Reds cansaram de acertar em contratações de maneira clamorosa: Mohamed Salah, Sadio Mané, Virgil van Dijk, Andrew Robertson, Georginio Wijnaldum, entre outros. Obviamente, também houve escolhas erradas, como as chegadas de Takumi Minamino e Dominc Solanke.
Ainda assim, os valores das negociações sempre pareceram favorecer o Liverpool. Na maior parte do tempo, atletas que “não vingaram” custaram pouco ou foram bem vendidos nos termos possíveis. Esse tipo de ocorrência rendeu a Edwards apelidos como mago, guru ou mestre das contratações. Tê-lo de volta seria um grande passo para a era pós-Klopp, mas os Reds terão que solucionar esse problema de outra maneira.
