Técnico chamou um zagueiro, um volante e um meia-atacante; todos vivem bons momentos no futebol europeu
Com a Copa América ampliando o limite das listas de inscrição do torneio para 26 atletas, Dorival Júnior pode fazer três convocações extras para seu grupo. No último domingo (21), ele anunciou o acréscimo de Bremer (Juventus), Éderson (Atalanta) e Pepê (Porto) à lista.
Como sempre, as decisões de um técnico da Seleção Brasileira geram discussões. Ainda assim, acho que as escolhas do ex-São Paulo foram ótimas. Pontuo as justificativas por trás desse ponto de vista abaixo. Confira!
1. Bremer, uma pedida óbvia
Desde a lista de estreia de Dorival à frente da Amarelinha, eu questionei a ausência de Bremer. Na divulgação dos escolhidos para o torneio continental, não foi diferente, como vocês podem ver no meu último artigo de opinião.
Pelo nível da temporada, sempre fez mais sentido que o beque juventino fosse o titular pelo lado direito, na vaga de Marquinhos. Agora, ele terá ao menos a chance de competir por posição e cravar seu nome no plantel.
O camisa 3 da Velha Senhora pode não ser tão bom na construção quanto o zagueiro do PSG, mas, neste momento, pode ser prioritário garantir uma solidez defensiva em vez de ter grandes passadores. Além disso, não devemos tratá-lo como alguém sem recursos técnicos para isso. Jamais.

De acordo com o SofaScore, Bremer é o terceiro atleta da Juventus que mais acerta passes (46) e lançamentos (3,9) por jogo no Campeonato Italiano. Ótima adição ao plantel.
2. Nada de mais pontas
Mantendo a coerência de quem questionou a convocação de Gabriel Martinelli semanas atrás, achei a escolha de não chamar mais atacantes de lado ótima. Já eram cinco opções para dois possíveis titulares, supondo que ele optará por ter um centroavante entre os 11 iniciais.
O nome de Pepê entre as convocações extras também mostra a sabedoria de Dorival ao se preocupar com a posição de meia-atacante por dentro. É assim que o ex-Grêmio tem jogado no Porto, um dos setores mais carentes da geração.
Com ele na lista, o treinador ganha outras opções de utilização para Lucas Paquetá e Andreas Pereira, como pedir o contexto. Além disso, o atleta do clube português pode atuar também como lateral e ponta. Polivalência sempre é bem-vinda no futebol.
3. Presença positiva fora Premier League
Titular da Atalanta, finalista da Europa League, Éderson traz ares diferentes para o meio-campo da Seleção Brasileira. O fato de ser comandado por Gian Piero Gasperini, um treinador ímpar do futebol europeu, que gosta de um estilo de jogo mais vertical e que confere certa liberdade de posicionamento aos jogadores, pode favorecer o encaixe no sistema da Amarelinha.

Ele é o único nome do setor que não atua na Premier League. Além disso, também tem a polivalência como um ponto de destaque: pode atuar tanto como primeiro como quanto segundo homem de meio-campo. Na atual temporada, ele soma seis gols e uma assistência em 35 jogos do Calcio.
Por fim, cabe lembrar: o nome do goleiro Rafael, do São Paulo, não é uma das convocações extras de Dorival. Ele irá substituir Ederson, do Manchester City, que se lesionou. Dessa forma, não está incluso nessa avaliação.
Que fique registrado: não gosto dessa escolha do treinador, apesar de respeitar e reconhecer a qualidade do arqueiro e como ele foi decisivo para o Tricolor Paulista desde que chegou.
