Holandês falou sobre influência do futebol brasileiro sobre seu estilo de jogo
Erik ten Hag não é exatamente um nome muito popular entre os torcedores do Manchester United e fãs do futebol inglês. Na realidade, a impressão que o público tem do treinador é a de uma figura controversa.
Ainda assim, há grandes chances da INEOS, empresa que assumiu o comando do departamento de futebol dos Red Devils, mantê-lo no cargo para a próxima temporada, a primeira sob nova direção na parte administrativa.
Há quem entenda que o trabalho do holandês no time de Old Trafford é aquém do esperado por outros aspectos, que não o conhecimento e as escolhas do profissional. A ideia dos novos executivos é dar as condições ideais para que ele tenha mais tranquilidade no exercício da função.
Nesse sentido, o Manchester United tende a continuar sob direção das suas ideias e conceitos de futebol, uma filosofia surpreendeu e encantou a muitos nos tempos de Ajax, mas ainda não rendeu grandes frutos na Inglaterra.
Curiosamente, em entrevista à ESPN Brasil, Ten Hag revelou que, em alguma medida, há uma influência brasileira na sua forma de pensar o esporte, referências que vieram da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1982, uma das mais lendárias do esporte.
“Em parte, sim (me espelho no futebol da Seleção). Tentar controlar a posse de bola, encontrar os momentos de acelerar as jogadas”, afirmou o técnico.

Ten Hag exaltou a Seleção de 1982, eliminada na segunda fase do mundial daquele ano, como a detentora do melhor meio-campo da história do futebol. No time, sob comando de Telê Santana, jogavam juntos os mais Toninho Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates.
“O meio-campo da Seleção Brasileira de 1982, formado por jogadores incríveis, que se encaixavam: Sócrates, Cerezo, Zico e Falcão, para mim ainda é o melhor meio-campo de todos os tempos. É uma pena que aquele time não conquistou a Copa na Espanha. Jogaram um futebol incrível”, opinou.
A influência do futebol brasileiro
Em uma era na qual as estatísticas dominam a análise futebolística, é sempre bom relembrar os grandes times e, até mesmo, as frustrações do passado, como a própria Seleção de 1982, quando as avaliações tinham muitos outros contextos e era repleta de subjetividade.
A idolatria, talvez até exagerada, que o plantel de Telê tem nacionalmente é uma das poucas vitórias que temos frente a nossa própria cultura. Geralmente, apenas os vencedores são lembrados. Não é o caso dessa geração da Amarelinha.
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Além disso, o reconhecimento internacional desse time só demonstra como ele não é fruto de mera questão saudosista e/ou ufanista. Havia um conjunto coeso de craques na equipe que em poucos outros momentos da história se viu, sobretudo no meio-campo.
Ainda assim, não venceram. Faz parte. Está aí a magia do futebol. Felizes foram os italianos, que puderam levar essa Copa para casa e podem rever o fatídico jogo contra a Amarelinha sempre com um sorriso no rosto. Em 1994, demos o troco.
