Notícias

“Não funcionou, mas fizemos o certo”, diz ex-técnico sobre retorno de Cristiano Ronaldo ao United

Treinador trouxe bastidores da segunda passagem de CR7 no time de Manchester e explica dificuldades que vivenciou

A segunda passagem de Cristiano Ronaldo no Manchester United se encerrou de maneira melancólica, mas na visão do técnico da época, Ole Gunnar Solskjaer, contratá-lo era a atitude correta naquele momento.

No período, os Red Devils pagaram um montante fixo de € 15 milhões (R$ 92 milhões) à Juventus. A transação também contava com uma quantia em bônus. Em participação no canal The Overlap, o norueguês falou sobre a projeção para a chegada do português e explicou como via a operação naquele momento.

“Eles (a diretoria) me perguntaram: ‘você gostaria que tentássemos isso?’. Então eu disse que sim. Ele tinha 37 anos, mas pensei que teríamos que lidar com isso, ele era o melhor artilheiro do mundo. Foi uma decisão minha, não funcionou para mim, não funcionou para o Cristiano, mas foi a decisão certa naquela altura”, afirmou o ex-técnico da equipe.

Solskjaer revelou o principal aspecto negativo na chegada de Ronaldo ao seu time, a pressão sem a posse bola. No ano anterior, a equipe de Old Trafford havia sido a vice-campeã da Premier League com um time que tentava sufocar os adversários com uma linha alta, o que depende diretamente do esforço físico dos atacantes sem a bola.

Aston Villa v Manchester United - Premier League
Photo by Visionhaus/Getty Images

Aos 37 anos, fazer isso já não era uma opção tão simples para CR7. Além disso, mesmo que fizesse, o desgaste provavelmente prejudicaria seu rendimento para fazer o que sabe de melhor: gols. Com isso, o norueguês precisou fazer mudanças na equipe.

“Com a bola, com ele no time, não era problema. Sem ele (pressionando), tivemos que mudar um pouco os diferentes papéis aos quais estávamos acostumados. Éramos uma das equipes que mais pressionavam antes (da chegada de Cristiano)”, relatou o norueguês.

Cristiano “fominha”

Solskjaer também falou sobre a dificuldade de gerir Ronaldo por sua vontade de participar de todos os jogos. Isso dificultava que ele descansasse ou que a equipe utilizasse outra estratégia pontual de jogo, mesmo que o atleta tivesse ciência da necessidade de ir ao banco às vezes. À época, Edinson Cavani também estava na equipe e dar minutos ao uruguaio era importante para administrar o grupo.

“Quando ele chegou ao clube queria fazer três ou quatro partidas, porque percebeu que estava envelhecendo. Mas quando você o deixa de fora uma vez, ele não fica feliz, ou Sir Alex (Ferguson) não fica feliz”, contou.

Com resultados insatisfatórios, o treinador e ex-jogador norueguês acabou demitido do Manchester United após quase três anos. CR7 fechou aquela temporada com 24 gols e três assistências em 39 jogos, mas os Red Devils sequer conseguiram uma vaga na Champions League.

Acompanhe as principais notícias do futebol europeu no canal do Telegram do Futbol Mundo. Clique aqui e entre direto no canal!