Confira detalhes sobre a boa atuação do atacante brazuca na decisão do principal torneio do futebol europeu
O final de temporada perfeito que muitos esperavam para Vinicius Júnior aconteceu. Novamente, o camisa 7 do Real Madrid decidiu a final da Champions League com o segundo gol da equipe, que praticamente selou o resultado da partida contra o Borussia Dortmund.
Após erro de passe do lateral-esquerdo Ian Maatsen, no próprio campo de defesa, o brasileiro recebeu assistência de Jude Bellingham e, dentro da área, finalizou de esquerda para balançar as redes de Gregor Kobel.
O tento decisivo permitiu que o atacante ex-Flamengo ampliasse os já ótimos números da atual temporada defendendo as cores do gigante espanhol. São 24 gols e 11 assistências em 39 jogos para a Cria do Ninho.
Além da consagração do ótimo momento que vive Vinicius, o gol possibilitou que ele quebrasse recorde que pertencia a Lionel Messi na Champions, como o jogador mais jovem da história a marcar em duas decisões da competição.
O argentino balançou as redes pela segunda vez em uma decisão no confronto contra o Manchester United, na temporada 2010/11. À época, de acordo com a Opta, ele tinha 23 anos e 338 dias de vida. O brasileiro marcou seu segundo tento em finais com 23 anos e 325 dias, 13 a menos do que o craque ex-Barcelona.

A transmissão da TNT Sports apontou ainda que ele se tornou o primeiro brazuca a marcar em mais de uma final da competição. São feitos que impressionam para um atleta que atingiu tamanho sucesso mesmo tão jovem.
Opinião: Apenas a “Euro” pode tirar a Bola de Ouro
A quebra do recorde de que pertencia a Messi foi apenas um detalhe do gol que fez a torcida gritar “Vinicius Balón De Oro” na final da Champions League, consolidando certo favoritismo do brasileiro para a principal premiação individual do esporte.
A final teve todo o roteiro que ele precisava. O camisa 7 era a principal válvula de escape do time mesmo quando os merengues estavam abaixo. É de uma jogada dele que surge o escanteio que terminou em gol de Daniel Carvajal.
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Depois, o próprio atacante deixou sua marca em uma partida na qual registrou 15 tentativas de drible, estatística que evidencia a sua predisposição a arriscar, mesmo nos grandes jogos.
O cenário hoje faz parecer que somente uma Eurocopa brilhante de Jude Bellingham, Harry Kane, Kylian Mbappé ou Toni Kroos podem tirar o favoritismo do craque do Real Madrid nas premiações individuais.
Parecia improvável há algum tempo, mas o Brasil pode ter novamente um brasileiro vencendo o título de melhor jogador do mundo. 17 anos após Kaká, Vinicius Júnior parece ser o nome que acabará com a seca das terras tupiniquins na premiação da France Football.
Também é muito importante lembrar: a vitória do “Malvadeza” significaria mais uma derrota para o preconceito no futebol. Depois de tudo que passou e ainda passa na Espanha, ser elevado ao posto de principal nome do esporte na atualidade seria uma resposta muito simbólica aos racistas que o atormentam.
