Empresário estadunidense almeja maior autonomia na administração de um clube da elite do futebol inglês
John Textor é um dos donos do Crystal Palace, equipe do sul de Londres que terminou a temporada em alta. Sob comando de Oliver Glasner, os Eagles venceram seis e empataram um de seus últimos sete jogos da Premier League.
A parte final do campeonato deixou a todos animados com o futuro. Com nomes como Jean-Philippe Mateta, Eberechi Eze, Marc Guéhi e Michael Olise no elenco, as perspectivas parecem ser boas, sobretudo caso reforços cheguem para o técnico austríaco.
Isso, porém, parece não animar o sócio-proprietário da instituição. Ele já se demonstrou descontente com os rumos do clube em outros momentos e a imprensa aponta que o fato de não dispor de amplos poderes na administração o insatisfaz.
Nesse cenário, de acordo com a Sky Sports, Textor desponta como um dos principais candidatos para realizar a compra do Everton nos próximos meses. Os Toffees tinham uma negociação encaminhada com o grupo 777 Partners, mas a transação deve ruir em função de denúncias de fraude que recaem sobre a companhia estadunidense.
Para realizar a aquisição do clube da região de Merseyside, é necessário que o norte-americano consiga negociar sua parte no Crystal Palace, uma vez que a Premier League não permite que uma mesma empresa — neste caso a Eagle Football Holding — tenha participação em mais de uma instituição da liga.

Em entrevista ao The Athletic, Textor assegurou que tem condições financeiras de arcar com a compra do Everton. A negociação com a 777 estava acordada em £ 550 milhões (R$ 3,6 bilhões), mas o portal britânico afirma que a operação deve custar cerca de £ 750 milhões (R$ 4,9 bilhões), considerando o projeto do estádio do clube e dívidas institucionais.
Os rumos da Eagle Football Holding na Terra da Rainha
Além do Crystal Palace, a Eagle Football, de John Textor, é acionista do Botafogo (Brasil), do Lyon (França), RWB Monlebeek (Bélgica) e o FC Flórida (EUA), um time de base dos Estados Unidos.
Com a possibilidade de investir no Everton, o norte-americano busca vender os 45% que detém dos Eagles para “virar a casaca” no futebol inglês. Investir no projeto dos Toffees possibilitaria que o mandatário gozasse de maior autonomia.
Durante a conversa com o The Athletic, ele afirmou que não pretende apressar o processo de negociação do seu percentual da equipe do Selhurst Park. Ainda assim, deixou claro que pensa de maneira diferente da direção clube.
“Quero estar envolvido em um clube inglês que ganhe campeonatos. E isso exige assumir riscos que também podem levá-lo para o outro lado. Não sei se essa estratégia é necessariamente correta para o Palace”, afirmou o norte-americano na ocasião.
