Matéria registra números ruins e compara desempenho do atleta no futebol espanhol com atuações na Seleção
A fase de Vinicius Júnior defendendo as cores do Brasil contrasta de maneira significativa com o que o atacante vive no Real Madrid. O camisa 7 encerrou a temporada no clube com 24 gols e 11 assistências em 39 jogos.
Na Canarinha, em contrapartida, são somente duas assistências nas últimas oito ocasiões que vestiu a camisa verde e amarela. Desde a Copa do Mundo de 2022, o atacante demonstra dificuldades para justificar sua presença como titular absoluto da equipe.
Durante a estreia da Seleção Brasileira na Copa América, o ex-Flamengo chegou a ser substituído pelo técnico Dorival Júnior. Ele terminou a partida contra a Costa Rica sem tentar nenhuma finalização.
Essa fase ruim de Vinicius Júnior com a camisa do Brasil tem repercutido até mesmo na Espanha, onde ele se habitou a brilhar semanalmente. Nesta quarta-feira (26), o jornal AS publicou uma matéria detalhando a situação.
“O número sete não é o mesmo no Brasil e em Madri. Enquanto dança com os merengues, na Canarinha naufraga de maneira retumbante. A torcida pede mais dele”, diz o subtítulo do texto.
A publicação levanta números que ilustram as atuações pobres do camisa 7 pela seleção pentacampeã mundial. Há mais de um ano que ele não balança as redes pela Amarelinha, somando apenas três tentos em 31 jogos, desde que estreou.
Há também uma comparação com Endrick. Mesmo com apenas sete partidas, nenhuma deles como titular, ele já igualou a quantidade de gols da estrela do Real Madrid na Seleção Brasileira.
Opinião: AS não menciona contexto e sobrecarrega responsabilidade de Vini

É claro que grande parte da responsabilidade pelas atuações ruins com a camisa do Brasil são do próprio “Malvadeza”. Ele parece, na maior parte do tempo, extremamente pressionado, o que o faz tomar decisões ruins no campo.
O atacante está constantemente tentando acelerar o jogo, segurando a posse, errando passes e finalizações de maneira completamente estranha ao que faz no Real Madrid. Mas a questão emocional não é o único aspecto que tem pesado.
Na Seleção Brasileira, o contexto tático que cerca Vinicius é muito diferente do que há Real Madrid. Se o grande ponto da sua temporada no clube foi a capacidade de atuar mais por dentro e, às vezes, emular um centroavante, na equipe de Dorival ele fica preso do lado esquerdo a maior parte do tempo.
Dessa maneira, ele recebe a bola muitas vezes já propenso a tentar o um contra um, o que tem tido baixa eficácia pela confiança abalada, e sem muitos companheiros para se associar. É uma espécie de beco sem saída.
Se o técnico da Amarelinha quiser ter o atleta como protagonista e referência, é necessário dar mais liberdade. Não se trata apenas de deixá-lo na “sobra” das linhas de quatro e evitar que ele se desgaste defensivamente, mas de possibilitar ele e Rodrygo circulem por todo o campo com bola, sobretudo na ausência de Neymar.
