Mesmo eliminado da Champions League e sem conseguir a vaga na Europa League, treinador deve seguir no comando
A temporada dos Red Devils não tem sido fácil. Fora de competições europeias, o clube acumula sete derrotas na Premier League, diversos desfalques no elenco e um nível de desempenho muito aquém do esperado. Todo esse cenário faz com que muitos se perguntem: por que o Manchester United não demite Erik ten Hag?
O jornalista Dan Sheldon, do The Athletic, publicou um artigo nesta quarta-feira (13) que responde a essa questão. No texto, ele relata sua apuração de que a situação do treinador está muito ligada a mudanças estruturais que o clube tem vivido.
Com a compra de 25% do clube por Jim Ratcliffe, magnata ligado à indústria química que deve assumir o controle da instituição, há uma espécie de vácuo de poder no clube. Atualmente, por exemplo, o CEO Patrick Stewart ocupa o cargo interinamente.

Dentro desse cenário de transição, a permanência de Erik ten Hag no comando do Manchester United acaba sendo o mais confortável para o processo.
No fim das contas, seja para demitir o treinador ou para se movimentar no mercado e buscar reação na temporada, a assinatura dos Glazers no acordo de venda aparenta ser imprescindível.
Questões financeiras também impactam em permanência de Erik ten Hag no Manchester United
De acordo com o noticiado pelo The Athletic, a permanência de Ten Hag nos Red Devils também tem uma dimensão financeira. Pelos cálculos da matéria, rescindir com o treinador geraria um custo próximo de £ 15 milhões (R$ 93,3 milhões).
Além do pagamento da multa, seria necessário desembolsar uma outra quantia destinada à contratação de um novo comandante para a equipe.
Tudo isso onera a operação em um contexto no qual o Manchester United tenta se comportar com certa cautela. A instituição tem adotado políticas econômicas diferentes em função de gastos elevados no passado e as implicações do Fair Play Financeiro.
