Volante de 27 anos é o melhor do mundo em sua posição na atualidade e pilar da equipe
Antes de mais nada, é importante destacar: este texto é, em primeira instância, um artigo de opinião. No entanto, não deve ser reduzido a isso. Na verdade, não cabe aqui apenas expor um ponto de vista, mas mostrar o porquê de ele merecer ser explanado. Nesse caso, a resposta é: pois os números o “comprovam” e são curiosos.
O Manchester City é, hoje, o principal time de futebol do mundo. Uma máquina de moer adversários que domina tanto os jogos que chega a ser chato às vezes. Todo jogo da equipe não parece ser questão de “será capaz de fazer um gol?”, mas sim um “quando fará um gol?”.
Construído por Pep Guardiola em um projeto de longo prazo que contou com investimento pesado, a equipe é uma máquina. Ofensivamente, três são seus principais destaques: o goleador Erling Haaland, o arisco Phil Foden e o cerebral Kevin de Bruyne.
Mas, apesar de todas as suas contribuições com gols e assistências, nenhum deles é o jogador mais importante do Manchester City. Esse posto é do espanhol Rodri, o melhor “primeiro volante” do mundo há mais de uma temporada.

Quando eu disse que os números comprovam isso, não menti. Veja abaixo, segundo dados coletados pelo StatsMuse em relação a partidas de Premier League:
- O City venceu seis, empatou um e perdeu um em seus últimos jogos sem Haaland na Premier League (79% de aproveitamento dos pontos);
- O City venceu cinco e perdeu um em seus últimos jogos sem Foden na Premier League (83%);
- O City venceu 17, empatou quatro e perdeu quatro em seus últimos jogos sem De Bruyne na Premier League (73,3%);
- O City venceu um e perdeu quatro em seus últimos jogos sem Rodri na Premier League (20%).
Os números consideram o Campeonato Inglês a partir da temporada 2022/23, período no qual o norueguês chegou ao clube. Esse recorte foi escolhido para não deturpar o espaço amostral, uma vez que os outros estão na equipe há muito mais tempo.
Enfim, as estatísticas falam por si só. Talvez, Rodri não tenha o mesmo brilhantismo e protagonismo dos outros três, mas é o sem dúvidas o jogador mais importante do Manchester City. E o motivo para isso também é simples: ele não pode ser substituído facilmente.
Se De Bruyne não está em campo, por exemplo, Foden, Haaland e companhia solucionam na criação ofensiva. O mesmo ocorre se os outros dois forem desfalques. Basicamente, os Citizens não vivem dependência ofensiva de ninguém. Quando é necessário, Julián Álvarez é escalado entre os titulares e sempre entra muito bem.
O contrário, porém, não ocorre quando o camisa 16 é ausência. Nem Mateo Kovacic, nem John Stones conseguem suprir o papel. Sem ele, a dinâmica do controle da posse, da pressão pós-perda e dos passes verticais mudam, de modo que Pep ainda não conseguiu solucionar. Se o Manchester City quer ser campeão de tudo, é imprescindível não perdê-lo, seja por lesões ou suspensões.
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