Mesmo com sucessivas ausências dos primeiros capitães, brasileiro não foi escolhido para usar a faixa
O elenco do Chelsea está surpreso com a opção do treinador Mauricio Pochettino de não conceder a braçadeira de capitão para Thiago Silva em meio às ausências de Ben Chilwell e Reece James. De acordo com apuração do jornal The Guardian, a conduta do treinador com o brasileiro, nesse aspecto, é vista como desrespeito.
Em decisão tomada por direção e comissão técnica, os Blues adotaram uma filosofia de atribuir a faixa a jogadores jovens que fazem parte do projeto de longo prazo da equipe. Na ausência dos laterais, fora por lesão, o treinador tornou Connor Gallagher e Levi Cowill capitães. O último estreou pelo clube londrino neste ano.
Em contrapartida, aos 39 anos, Thiago Silva é o atleta mais experiente e consolidado do elenco, uma possibilidade de escolha natural para ser capitão do Chelsea. Em função também de estar em seu último ano de contrato com o clube, muitos dos seus companheiros reprovam o fato do técnico argentino ter “esnobado” o camisa 6.

Segundo o noticiado pelo jornal, o elenco comandado por Mauricio Pochettino vê a circulação da braçadeira entre jovens como um reflexo da falta de um “norte” para o time.
Por outro lado, há uma ala do clube que entende que o comandante tem agido certo, uma vez que está pensando a longo prazo e no projeto do clube que tem os jovens como pilares.
Críticas sutis de Thiago Silva a Boehly no passado
Em abril deste ano, Thiago Silva deu declarações que muito entenderam como críticas à gestão de Todd Boehly, que comprou o Chelsea em meados de 2022. Isso pode estar gerando consequências tanto para o presente quanto para seu futuro no clube.
Ele falou sobre as implicações das diversas contratações realizadas pelo mandatário, que até setembro deste ano gastou mais de R$ 5 bilhões em reforços para os Blues. Como consequência, o plantel do time londrino é extenso.
“Mudamos de dono, chegaram novos jogadores, tivemos que aumentar o tamanho do vestiário porque não cabia no tamanho do elenco (…) Um ponto positivo é que há jogadores incríveis no time, mas por outro lado sempre há jogadores que não ficarão satisfeitos. Sempre haverá alguém chateado porque nem todos podem jogar. O treinador só pode escolher 11 de uma equipe de 30 e poucos anos, isso é difícil”, afirmou o brasileiro na ocasião.
