Liverpool foi o único clube entre as seis maiores receitas da Premier League que amargou queda nos números
A Deloitte, gigante do ramo da auditoria, divulgou a edição de 2024 do relatório Money Football, onde analisa as finanças dos times com as maiores receitas do mundo. O estudo, que trata dos números da temporada 2022/23, coloca o Real Madrid como o time que mais recebeu dinheiro no período, ultrapassando o posto que era do Manchester City, atualmente na segunda posição.
O top-10 da lista conta com as seis equipes que formam o chamado Big Six da Inglaterra. Fora elas e os merengues, também figuram na primeira página: Paris Saint-Germain, Barcelona e Bayern de Munique. Eles ocupam, respectivamente, terceira, quarta e sexta posição do ranking geral.
Entre os times de maiores receitas da Premier League, presentes entre os dez primeiros do mundo, a hieraquia é:
- Manchester City: € 825,9 milhões (R$ 4,4 bilhões);
- Manchester United: € 745,8 milhões (R$ 3,9 bilhões);
- Liverpool: € 682,9 milhões (R$ 3,6 bilhões);
- Tottenham: € 631,5 milhões (R$ 3,3 bilhões);
- Chelsea: € 589,4 milhões (R$ 3,1 bilhões);
- Arsenal: € 532,6 milhões (R$ 2,8 bilhões).

É importante ressaltar que esses números não dizem respeito aos lucros do período analisado, mas sim ao montante de receitas captadas pelas equipes com venda de ingressos, receitas de transmissão e outras fontes de renda da parte como patrocínios.
Entre todas as equipes do top-10, somente o Liverpool apresentou queda nos valores arrecadados. Os Reds apresentam 4% a menos de receita em relação à temporada 2021/2022. Nesse sentido, é fundamental ressaltar que a diferença de resultado esportivo apresentado entre esses períodos foi drástica, com desempenho muito abaixo em 2022/23.
Alta demanda por ingressos, gastos com salários e mais
Na análise traçada pela Deloitte sobre as maiores receitas do futebol mundial, a empresa também trouxe tendências e dados importantes para o atual cenário da elite do esporte.
Um dos aspectos é que o panorama em vigor é de alta demanda por ingressos para assistir partidas in loco. Segundo o estudo, 13 dos 20 clubes com maiores arrecadações bateram recordes em termos de ganhos com realizações de partidas, o que inclui venda de ingressos e outras receitas vindas dos gastos dos torcedores nas arenas.

Outro aspecto é que a captação global de receitas ultrapassou, pela primeira vez, a marca de € 10 bilhões (R$ 53,3 bilhões). Os valores ultrapassaram tanto o patamar traçado na última temporada quanto o que foi registrado antes da pandemia.
O relatório também permite ver que grande parte dos orçamentos da elite do futebol europeu está comprometida para remuneração de salários. O Real Madrid, por exemplo, gasta 54% da arrecadação com vencimentos de atletas, comissão e outros funcionários. No Manchester City, esse valor é de 59%.
