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Times da Premier League aprovam teto de gastos que pode mudar história da competição; entenda

Ideia foi aprovada por 16 times, enquanto outros três votaram contra e um se absteve

As regras financeiras da Premier League tem sido pauta cada vez mais recorrente no noticiário do futebol internacional. Considerada por muitos como a melhor liga nacional de futebol do planeta na atualidade, ela tem aplicado punições rígidas em casos que julga que houve transgressões econômicas.

Na atual temporada, por exemplo, o Everton já sofreu duas sanções dessa natureza. A primeira retirou dez pontos dos Toffees, que apelaram e reduziram a quantidade para seis. Entretanto, recentemente, uma nova dedução de pontos recaiu sobre a equipe da cidade de Liverpool, tirando mais dois pontos conquistados pelo elenco de Sean Dyche.

O Nottingham Forest, na luta contra o rebaixamento, também foi alvo da rigorosidade da liga. A equipe de Nuno Espírito Santo perdeu quatro pontos na tabela e apelou contra a decisão, mas ainda não houve novidades sobre o tema.

Na busca por reformular as regras financeiras e preservar o equilíbrio do campeonato, os clubes da Premier League aprovaram, nesta segunda-feira (29), uma espécie de teto de gastos. A informação foi divulgada inicialmente pelo The Times e confirmada por outros veículos posteriormente.

Manchester City v Manchester United - Premier League
Photo by Matthew Peters/Manchester United via Getty Images

Apesar do parecer favorável da maior parcela das equipes da competição, não há confirmação de que a mudança será implementada. Caso haja adesão, as novas normas passarão a valer a partir da temporada 2025/26.

A apuração do veículo britânico aponta que, agora, os novos princípios serão analisados do ponto de vista legal e econômico. A aprovação final ficará pendente para evento relacionado ao campeonato que ocorrerá em junho deste ano.

Como funcionará o teto de gastos da Premier League?

De acordo com a apuração do The Times, o limite para investimentos dos clubes estará relacionada à receita de televisão. O parâmetro será a renda advinda do que é pago ao último colocado pelas emissoras de TV.

Para explicar de maneira mais clara, pense na seguinte situação: na última temporada, o Southampton foi o último colocado da liga inglesa. Sendo assim, o montante que os Saints receberam pela transmissão de seus jogos seria a referência para o ano seguinte.

Esse valor seria multiplicado por cinco — coeficiente que permitiu acordo entre os clubes, segundo informações do The Athletic — e o resultado seria o teto de gastos da Premier League 2023/24, caso as novas normas já estivessem em vigor.

Aston Villa v Chelsea FC - Premier League
Photo by Shaun Botterill/Getty Images

A matéria do The Athletic traz outros detalhes. Ela relaciona o parâmetro para a restrição dos investimentos não apenas com as receitas provenientes da televisão, mas à renda originária de outros acordos comerciais feitos pela liga.

Conforme a notícia aponta, a nova regra busca delimitar as possibilidades de gastos com: folha salarial do time principal, gastos com taxas de transferências e comissões de agentes. Anualmente, a soma de todos esses investimentos precisarão estar dentro da limitação imposta pela liga.

O texto também indica que o coeficiente de multiplicação da renda do último colocado também não está definido. Cinco deve ser o número mínimo para viabilizar a aprovação das novas normas.

Quem votou contra o teto de gastos da Premier League?

A publicação do The Times aponta que Aston Villa, Manchester City e Manchester United foram os três times que votaram contra a implementação do teto de gastos na Premier League. Além das três equipes, o Chelsea se absteve na decisão.

A Associação dos Futebolistas Profissionais da Inglaterra (PFA) também se manifestou sobre o caso. A entidade mostrou certa oposição à ideia. Ainda assim, alegaram que irão examinar as proposições.

“Vamos esperar para ver os detalhes das propostas, mas nos oporemos a qualquer medida que coloque um limite ‘rígido’ nos salários dos jogadores. Existe um processo estabelecido para garantir que propostas como esta, que impactariam diretamente nossos membros, sejam devidamente consultadas”, comunicou a instituição, segundo o jornalista Martin Ziegler.