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Thomas Tuchel compara Rodrygo a Vinicius Júnior e brinca: “Não sei se gosto muito dele”

Técnico relembrou eliminação de sua equipe com participação decisiva do brasileiro, há cerca de dois anos

Às vésperas do confronto entre Bayern de Munique e Real Madrid, pela semifinal da Champions League, o técnico Thomas Tuchel deu entrevista coletiva e comentou sobre dois dos principais jogadores do adversário: Vinicius Júnior e Rodrygo.

O alemão elogiou os atletas e fez sua análise sobre os perfis de cada um. Na opinião deles, são jovens de características diferentes. Ao iniciar sua fala, porém, ele brincou com uma mágoa em relação ao camisa 11 merengue, que foi decisivo na eliminação do Chelsea na competição europeia, durante a temporada 2021/22.

“São dois jogadores fortes, mas são um pouco diferentes, eu concordo. Rodrygo nos machucou muito com um gol decisivo no Bernabéu, contra o Chelsea (em 2022), então não tenho certeza se gosto muito dele depois disso (risos)”, afirmou o treinador dos bávaros.

Em sua avaliação sobre os jogadores, Tuchel avaliou Rodrygo como um atleta mais versátil que Vinicius, mas destacou a capacidade da Cria do Ninho para decidir jogos com sua velocidade e capacidade no um contra um.

“Em geral, vejo Vinicius mais do lado esquerdo. Sua posição favorita é pela ponta-esquerda, para acelerar com e sem a bola, tendo um contra um, um contra dois. Tem finalizações e dribles fantástico. Ele é muito preciso e decisivo”, opinou.

Real Madrid CF v Manchester City: Quarter-final First Leg - UEFA Champions League 2023/24
Photo by Antonio Villalba/Real Madrid via Getty Images

Sobre o “Raio”, formando na Vila Belmiro, ele destacou a capacidade do jovem de se movimentar e fazer diferentes funções em campo, tanto na conclusão das jogadas quanto na armação.

Rodrygo joga como ponta, às vezes como 9, às vezes como um ‘meio camisa 10’. Para mim, ele tem um posicionamento mais fluido, mas também com muita velocidade, muita qualidade nos espaços curtos e no meio-campo”, analisou.

Experiência positiva com brasileiros

Em resposta ao jornalista Arthur Quezada, da TNT Sports, Tuchel também exaltou sua experiência com jogadores brasileiros. Ele treinou nomes como Neymar, Thiago Silva, Marquinhos, Jorginho e outros vários em passagens por PSG e Chelsea.

“Você tem razão, até agora, eu só tive as melhores experiências trabalhando com jogadores brasileiros e é por isso que eu já falei isso (que ama atletas brasileiros)”, explicou.

Coincidentemente, entre os últimos trabalhos do técnico, o Bayern de Munique, que se mostra o pior projeto na comparação com os dois anteriores, é o único no qual não há brazucas no plantel.

Além da ausência de brasileiros, seu período a frente dos bávaros conta com uma mudança tática na comparação com seus times anteriores: o abandono da linha de três zagueiros.

Após ser finalista da Champions League com o PSG e campeão da competição com o Chelsea utilizando a famosa “linha de três”, no Bayern ele tem apostado mais em um 4-2-3-1 que parece uma característica permanente do time, quando se olha para os anos anteriores.