Atleta reencontra caminho dos gols e vive momento muito diferente do que passou no início da temporada
Às vésperas do clássico entre Manchester United e Tottenham, o atacante Richarlison conversou com a ESPN Brasil sobre seu momento no clube londrino e como a terapia o ajudou a retomar a boa fase. O jogador, que marcou somente dois gols nos primeiro 13 jogos, agora soma cinco tentos nas últimas seis partidas.
Ele creditou grande parte dessa melhora à busca por ajuda psicológica. Nos primeiros meses da temporada, o camisa 9 chegou a chorar quando foi substituído em um jogo da Seleção Brasileira nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O momento evidenciou a pressão com a qual o jogador lidava, mesmo em um jogo praticamente sem peso, que terminou em goleada.
“Eu consegui, com a ajuda do clube, buscar essa ajuda (psicológica). Isso foi muito importante para mim, porque, como eu falei, tinha dias que eu não queria sair de casa, sair do meu quarto, já ia treinar, já ia direto para casa e me trancava dentro do quarto. Então, isso era difícil para mim. E como eu falei, parece que eu conversando mais com as pessoas, desabafando, parece que melhorou”, afirmou.

Esse processo de consultas com psicólogos, no entanto, não foi simples de começar. Richarlison revelou que precisou superar preconceitos próprios e de outras pessoas para iniciar a terapia. O atleta comentou que até em sua família houve algum estranhamento.
“Sentia muito (o preconceito). Minha família, todo o pessoal de lá do interior é assim, se você vai fazer algo assim, algumas sessões psicológicas, o pessoal vai falar que você está doido, que está ficando louco. Tem esse preconceito, e eu peço para as pessoas fazerem, porque vai ajudar bastante”, contou.
A mudança de fase de Richarlison
Richarlison vive uma temporada de muitas alternâncias. O centroavante iniciou como titular de Ange Postecoglou, mas não aproveitou as primeiras chances e passou para a reserva. No banco de reserva, seu status de inegociável mudou e o brasileiro já era especulado fora do clube, que pagou alto por seu passe.
Entretanto, pouco a pouco, o ex-Fluminense retomou a confiança e voltou a figurar entre os onze iniciais do treinador grego. Agora, na metade de janeiro, passará pela maior provação da temporada: liderar a equipe na ausência de Heung-min Son.
Além disso, nos próximos meses o brasileiro terá que lidar com o aumento da concorrência pela posição. O Tottenham contratou o alemão Timo Werner para disputar o comando do ataque, preenchendo uma lacuna necessária desde que Harry Kane se transferiu.
