Estrela relembrou episódio no qual foi afastado pelo indefinição a respeito de uma possível renovação, no início da pré-temporada do clube em 2023
Anunciado pelo Real Madrid na última segunda-feira (3), Kylian Mbappé concedeu entrevista coletiva nesta terça pela seleção da França. Capitão e camisa 10 da equipe dirigida por Didier Deschamps, ele está reunido com o grupo se preparando para a Eurocopa, que começa no próximo dia 14.
Foi a primeira vez que o francês conversou publicamente como jogador do time espanhol. Antes disso, ele publicou mensagens em suas redes sociais, no contexto da oficialização da transferência, mas não havia concedido entrevistas.
Obviamente, por mais que o intuito do contato com a imprensa estivesse relacionado à experiência com Les Bleus e a expectativa para o torneio continental, a vida do atacante nos clubes se tornou uma pauta inevitável.
Nesse cenário, Mbappé revelou situações delicadas que viveu no relacionamento com a direção do PSG na última temporada pelo time e incluiu um certo tom de crítica ao comportamento de cartolas da instituição, os quais agiram com certa “violência” segundo ele.

De acordo com o atacante, ele correu riscos de ficar sem jogar pelo time durante toda a temporada. As chances só não se concretizaram em função das intervenções do técnico Luis Enrique e do diretor esportivo Luís Campos.
“Eles me fizeram entender que eu não jogaria pelo PSG (nesta temporada), me disseram violentamente, na minha cara. Sem Luis Enrique e Luis Campos, eu não teria colocado os pés em campo. Eles me salvaram. Essa é a verdade”, afirmou o astro, conforme registrou a Forbes.
Relembre o roteiro da confusão entre Mbappé e PSG
Mbappé retomou o tema somente agora, mas o imbróglio que citou com a direção do PSG já está prestes a completar um ano. Em julho de 2023, ele foi excluído da turnê de pré-temporada do time no Japão e passou a treinar com jogadores que não estavam nos planos da instituição.
À época, o noticiário francês apontava que os parisienses desejavam que o atleta tomasse uma decisão sobre seu futuro de forma imediata. Alguns dirigentes desconfiavam que ele, inclusive, já tinha chegado a um acerto com o Real Madrid.
Os parisienses temiam perdê-lo de graça e faziam o máximo para que ele assinasse uma renovação, chegando até mesmo a prometer que o liberariam para o gigante espanhol em 2024, mediante uma taxa de transferência.
Quase no meio de agosto, Mbappé foi reintegrado, mesmo sem fechar novo acordo. Ao que o francês deu a entender, Luis Enrique e Luís Campos fizeram força nos bastidores para contar com ele em campo, enquanto outras pessoas da administração estavam dispostos a deixá-lo afastado por todo o ano.
Sem a renovação, o que o atleta combinou com a direção foi a abdicação de bônus previstos em contrato. Caso optasse por deixar o PSG gratuitamente, ele se comprometeu a abrir mão de remunerações que receberia.
O acordo arrefeceu os ânimos acirrados que caracterizavam o ambiente. A partir daí, existia ainda uma esperança de extensão do contrato. Entretanto, em fevereiro, o jogador comunicou o clube sobre sua decisão de sair.
