Liverpool ganhou no sufoco do Sheffield United em Anfield na noite de quinta-feira (4)
A vantagem de dois gols do Liverpool no placar final passa a impressão de que a partida contra o Sheffield United foi tranquila. A verdade, no entanto, é bem diferente.
Até Jürgen Klopp se apoiar no banco de reservas, a meia hora do fim do jogo, a sensação era de que um resultado negativo estava a caminho dos Reds.
O time da casa teve uma posse tediosa e protocolar por grandes partes do confronto e sentiram dificuldade para penetrar a linha baixa de defesa do United. Por sorte, uma mudança de formação abriu o caminho e a pressão, eventualmente, surtiu efeito.
Apesar de o Liverpool não ter passado no ‘teste do olhômetro’, o clube acabou quebrando um recorde da Premier League na quinta-feira. E é um que carrega certa relevância.

Qual recorde o Liverpool quebrou?
Todos já imaginavam que este seria um confronto unilateral a favor do Liverpool. Na luta pelo título, a expectativa é de que os Reds dominassem o Sheffield United, que luta contra o rebaixamento.
E, segundo dados da Opta, aquele foi o confronto mais desequilibrado da história da Premier League.
O Liverpool registrou 83,1% de posse de bola contra os Blades, a maior marca de qualquer time desde o começo do acompanhamento estatístico, na temporada 2003/04.
Com Alexis Mac Allister ditando o ritmo no meio de campo e Dominik Szoboszlai também participando bastante, o Liverpool está sempre no controle. Mas isso é algo diferente.
Tendo isso em mente, não podemos fazer nada senão reconhecer os esforços do Sheffield United por ter levado algum perigo à meta de Kelleher e por ter mantido a desvantagem em apenas dois gols.
Liverpool brincou de ficar com a bola
Na opinião do site Rousing the Kop, esse recorde é um retrato perfeito do por que não se pode apoiar cegamente em estatísticas para entender a história de um jogo.
“Sim, o Liverpool teve muito a bola, você podia sentir assistindo. O Sheffield United simplesmente não conseguia sair do próprio campo, especialmente no primeiro tempo.
“No entanto, jogando de uma forma compacta, a posse do Liverpool não ameaçou de fato os Blades. Na verdade, os visitantes estavam até contentes em deixar os anfitriões com a bola.
“Você não diria que o número gigantesco de posse foi o que fez o Liverpool jogar melhor, mas sim os reservas que entraram no segundo tempo”, disse o jornalista James Brooke.
Agora, os Reds se preparam para enfrentar outro United – o de Manchester, na maior rivalidade do futebol inglês.
Os Red Devils têm estado frágeis defensivamente nessa temporada, e um novo índice alto de posse de bola pode estar, naturalmente, no horizonte do Liverpool.
