Treinador não se preocupou em justificar a atitude que despertou discussão recentemente
A figura de Pep Guardiola se tornou tema de debate após o empate por 0 a 0 contra o Arsenal, no último domingo (31). A transmissão mostrou o treinador conversando de maneira enérgica com Jack Grealish após o jogo, como se desse uma orientação em função de algo errado que o britânico fez durante o jogo.
O ocorrido lembrou um episódio que o espanhol viveu com Joshua Kimmich, em 2016, quando treinava o Bayern de Munique. Novamente, a atitude do profissional gerou polêmica.
Muitos pensam, por exemplo, que esse tipo de atitude, sob a vigilância das câmeras, expõe o jogador à fúria dos torcedores, mesmo que muitas vezes eles sequer sejam responsáveis diretos pelo resultado das partidas.

Na coletiva de imprensa desta terça-feira (2), Guardiola respondeu com ironia a um jornalista que perguntou sobre a opção de conversar com Grealish publicamente, ainda no campo, em vez de esperar o retorno ao vestiário.
“Faço isso pelas câmeras, meu ego. Sou a pessoa famosa do time e preciso das câmeras para dormir com uma satisfação incrível”, respondeu o espanhol.
Opinião: Resposta irônica é reação defensiva
Guardiola é uma figura tão genial no universo do futebol que tudo que ele faz é interpretado sobre esse mesmo viés. É como se ele fosse um manual ambulante de coisas que um técnico deveria fazer, mas não é.
Detalhe importante: ele também nunca se disse um profissional nessa condição. Essa visão foi construída por fãs e pela mídia que o veem consolidar uma carreira de sucesso absoluto há mais de uma década.
O que a ironia nas palavras de Guardiola parece revelar, na verdade, é que nem ele sabe o porquê de ter agido com Grealish daquela maneira. Não que seja o fim do mundo o que ele fez, isso também não vai encerrar a carreira do camisa 10.
O ponto da discussão é somente que não há lado positivo na atitude de Pep e, muito provavelmente, nem ele pensou nisso. O mais provável é que ele apenas tenha agido por impulso, como um ser humano é plenamente capaz e está tudo bem. Mas a ironia, como se a pergunta do jornalista não fizesse sentido, fica feio.
