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Exclusivo: Denílson relembra dificuldade contra Messi, banco em etapa decisiva da Champions League e mais

Ex-jogador abordou também retorno ao Brasil e explicou perda da titularidade na reta final da competição europeia

Na próxima semana, o Arsenal volta aos gramados da Champions League em busca de um título europeu inédito. A equipe de Mikel Arteta enfrenta o Porto pelas oitavas de final da competição, fase que desperta pesadelos recentes entre os torcedores.

Das últimas dez participações dos Gunners na competição, em sete o time caiu no primeiro estágio do mata-mata. Até os dias atuais, a melhor campanha da instituição em muito tempo ocorreu na edição 2008/2009, quando a equipe caiu diante do rival Manchester United nas semifinais.

Nesse período, um brasileiro era peça importante do Arsenal, ainda comandado por Arsène Wenger, o volante Denílson. Naquela temporada, o antigo camisa 15 foi o jogador do elenco com mais jogos na temporada (51), mas perdeu sua titularidade no momento mais importante: a fase eliminatória da Liga dos Campeões.

AS Roma v Arsenal - UEFA Champions League Round of 16 2nd Leg
Photo by Etsuo Hara/Getty Images

Em entrevista exclusiva ao Futbol Mundo, ele relembrou e trouxe bastidores do ocorrido. O ex-jogador revelou que teve uma conversa com Wenger, que justificou a decisão de escolher Alex Song como titular para a posição.

“Até então eu vinha jogando todos os jogos, muitos jogadores até estranharam a minha ausência entre os 11 contra o Manchester (na semifinal da UCL). Só que, antes disso, o Wenger tinha me chamado e falou que ele iria colocar o Song para jogar, porque ele sentia o Song um pouco acima do que eu na parte física”, revelou.

A última partida na qual Denílson foi titular foi o jogo da volta entre Roma e Arsenal, na Itália. O confronto foi decidido nas cobranças de pênaltis, após vitória por 1 a 0 do time da casa. O brasileiro converteu sua cobrança, mas acabou perdendo a titularidade nos jogos seguintes.

“Como eu vinha de muitos jogos, normalmente, é muita fadiga que o jogador sente e eu vinha também já com os problemas na coluna. Então, foi uma decisão dele. Acatei muito bem, mas infelizmente a gente não conseguiu chegar na final. Porém, independente disso, foi uma ótima temporada”, afirmou.

Oponentes, volta ao Brasil, futuro e mais

A Champions League foi apenas uma das lembranças dos tempos de Arsenal que Denílson tratou na reportagem. O ex-São Paulo abordou também outros tópicos diversos, entre eles, o adversário mais difícil contra quem jogou: Lionel Messi.

“Naquele jogo no Camp Nou (4 a 1), que ele fez os quatro gols, o Wenger conversou com a gente para tomar muito cuidado, falou que ele (Messi) era de outro planeta mesmo. Mas, naquele jogo ali, eu falei: “vamos ganhar”. Passou 15 minutos de jogo, o homem parece que se transformou num ET mesmo. Fez um, dois, três, quatro. Acabou com o jogo. Eu nunca vivenciei uma situação como essa”, contou.

Barcelona's Argentinian forward Lionel M
Photo credit should read ADRIAN DENNIS/AFP via Getty Images

O ex-volante também falou a respeito de sua saída do futebol inglês. Ele não repetiu temporadas no mesmo nível de 2008/09 e acabou deixando o clube cerca de dois anos depois. O antigo camisa 15 explicou, no entanto, que foi um desejo individual o retorno ao Brasil.

“Eu já estava no time há um tempo e durante as duas primeiras temporadas é tudo mil maravilhas, tudo novidade. Mas, quando isso passa, começa a bater aquela saudade. Eu era sozinho. Na Inglaterra, duas ou três horas da tarde já estava tudo escuro. Quando ia sair, tinha chuva, frio. Realmente, quando você tá com alguém ali no dia a dia é uma coisa, mas isso é individual”, revelou.

Apesar dos esforços do Arsenal em mantê-lo na Europa, com interesse de Shakhtar Donetsk e Sevilla, Denílson voltou ao São Paulo por empréstimo, em 2011. A decisão marcou o fim de sua jornada no futebol europeu.

Dez anos mais tarde, ele pendurou as chuteiras, mas o futebol segue como parte importante de sua vida. Ao contrário dos contemporâneos Jack Wilshere e Cesc Fàbregas, ele não seguirá os caminhos para se tornar técnico. Agora, o ex-volante pensa em utilizar os contatos estabelecidos nos tempos de jogador para dar chances a jovens em grandes clubes.

“Me vejo mais como alguém para pegar a molecada e tentar dar uma força, para estar levando para clubes assim como se fosse intermediador, um olheiro. Treinador? Eu não tenho um coração para isso não”, concluiu.

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