Caso ocorrido em 2013 pode resultar em cumprimento de pena em presídio nacional após 11 anos
Condenado pela Justiça Italiana a nove anos de prisão pelo crime de violência sexual em grupo, o ex-atacante Robinho pode cumprir a pena no Brasil. A possibilidade surgiu a partir do pedido oficial do país europeu para que justiça nacional acatasse a sanção determinada no Velho Continente. Essa hipótese será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 20 de março, segundo apuração do jornalista André Rizek.
As informações do jornalista do SporTV indicam que o caso pode se desdobrar de três diferentes formas. O pedido pode ser recusado, o STF pode concordar com o veredito italiano ou decidir julgar o caso de maneira independente, o que de certa foram seria equivalente a reiniciar o processo com base nas leis nacionais.
A condenação de Robinho por violência sexual em grupo foi confirmada na última instância da Justiça Italiana, em 2022. O primeiro parecer, pedindo a reclusão do brasileiro, foi dado em 2017, porém sua equipe de defesa entrou com recursos e o processo se estendeu. O caso que embasa a questão judicial data de 2013, quando ele defendia as cores do Milan.
Com a decisão final, a Itália solicitou a extradição do ex-atacante para que ele cumprisse a pena onde ocorreu o julgamento. No entanto, a Constituição Federal não permite a extradição de nacionais. Dessa forma, o Brasil não atendeu à solicitação.

No início de 2023, o Ministério da Justiça da Itália solicitou que o ex-atleta, com passagens por Atlético-MG e Santos, cumprisse a pena em terras tupiniquins. Esse tipo de diplomacia já foi adotado em casos anteriores.
Nome de Robinho volta à imprensa
Morando no Brasil e sem defender nenhum clube, o nome de Robinho voltou a ser pauta no mundo do futebol por uma notícia do UOL, publicada na última terça-feira (27). De acordo com o portal, ele figurou em churrasco no CT Rei Pelé juntamente ao elenco profissional da equipe.
Em função do veredito da Justiça Italiana, muitos torcedores se mostraram desapontados com a atitude Peixe em acolher o ex-atacante, que não pagou pela pena designada no caso de violência sexual.
Em nota oficial, a instituição negou o envolvimento do ex-jogador na comemoração. A versão do clube é que ele esteve no Centro de Treinamento em função de um compromisso do seu filho, que atua na equipe Sub-17. Sendo assim, ele cumprimentou os participantes da festividade, porém não foi convidado especificamente para o evento.
