Atleta também desmentiu fala de Pep Guardiola no contexto de sua transferência
João Cancelo é um dos destaques do Barcelona na atual temporada. Emprestado pelo Manchester City, seu contrato com o clube catalão vence ao fim da temporada e o noticiário indica que a equipe irá se mobilizar para conseguir garantir sua permanência.
Atuando nas duas laterais, o português soma quatro gols e quatro assistências em 32 jogos com a camisa blaugrana. Entre essas participações decisivas, a mais importante, possivelmente, foi a última, o tento diante do Napoli, nas quartas de final da Champions League.
Neste domingo (24), o jornal A Bola, de Portugal, publicou entrevista exclusiva com João Cancelo, que falou sobre a experiência no futebol espanhol, a passagem pelo Bayern de Munique, mas principalmente acerca da sua saída do Manchester City.
À época, o lateral passou, em poucos meses, de um dos jogadores mais importantes da equipe a última opção na sua posição. O cenário acabou resultando na sua transferência ao futebol alemão, por empréstimo.
A polêmica envolvendo Guardiola

A saída de Cancelo acabou ficando muito marcada por uma fala pública do técnico do Manchester City, Pep Guardiola, sobre o comportamento do português em meio a sua escolha pela titularidade dos companheiros Rico Lewis e Nathan Aké.
A fala do treinador gerou diversos rumores na imprensa de que o lateral teria problemas de vestiário nos Citizens e seria um jogador egoísta. Ele, no entanto, negou veementemente essa narrativa.
“Mentiras foram contadas! Nunca fui um mau companheiro para eles e pode perguntar tanto ao Aké como ao Rico. Não tenho nenhum complexo de superioridade ou inferioridade em relação a eles, mas é a opinião do mister”, afirmou.
Cancelo opinou que o clube foi ingrato com ele, que afirmou sempre ter mantido uma postura profissional enquanto defendeu as cores dos Sky Blues. Ele destacou um episódio no qual compareceu à partida diante do Arsenal, mesmo tendo sido alvo de assalto, juntamente a sua família, no dia anterior.
“Acho que o Manchester City foi um bocado ingrato comigo ao falar isso (críticas sobre sua conduta), porque fui um jogador muito importante nos anos em que lá estive. Nunca faltei com o meu compromisso com o clube, com os adeptos e sempre dei tudo. Lembro-me de uma fase em que fui assaltado e agrediram-me e no dia seguinte estava a jogar no Emirates frente ao Arsenal”, confessou.
