Federação Albanesa precisará se proteger do assédio para manter o profissional até 2026, ano da Copa do Mundo
A presença de técnicos brasileiros na Europa não é um fato muito comum. Na história recente, é possível lembrar — nos casos envolvendo times mais expressivos — Felipão, que comandou o Chelsea, em 2008, e Vanderlei Luxemburgo, que passou pelo Real Madrid, em 2005.
Atualmente, Thiago Motta é o único representante do País do Futebol nas principais ligas da Europa. Ele foi protagonista de uma temporada fantástica do Bologna, na última edição do Campeonato Italiano. Depois do sucesso com a equipe rossoblù, o ítalo-brasileiro fechou contrato de três anos com a Juventus.
Porém, segundo o jornal AS, da Espanha, o ex-meio-campista pode deixar de ser o único treinador responsável por representar o Brasil no Velho Continente. O veículo aponta que Sylvinho, atual comandante da Albânia, atrai interesse de clubes europeus não revelados.
O ex-lateral de 50 anos comanda a seleção da Península Balcânica no que é seu terceiro trabalho na carreira de técnico. Antes de assumir o cargo, ele teve uma rápida passagem pelo Lyon, em 2019, e ficou cerca de sete meses no Corinthians, entre 2021 e 2022.
A notícia aponta que, mesmo sem vitórias, a organização do time do brasileiro chamou atenção. A Albânia perdeu por placares apertados para as potências Itália e Espanha, além de ter empatado com a Croácia, terceira colocada no último mundial.
“Ele continuaria, em princípio, até a próxima Copa do Mundo, em 2026, mas a realidade é que, no final de junho, um novo contrato ainda não foi assinado e, depois de ver seu notável trabalho com Las Águilas, Sylvinho despertou interesse de alguns clubes europeus”, diz a reportagem.
Euro consolida trabalho prévio de Sylvinho

No “grupo da morte”, era difícil esperar que a Albânia conseguisse uma classificação para o mata-mata do torneio continental. Ainda assim, o desempenho nos jogos e o empate contra a Croácia serviram para validar a qualidade do trabalho do técnico brasileiro.
Nas Eliminatórias para a Eurocopa, a equipe balcânica se classificou na primeira posição do seu grupo, com quatro vitórias, três empates e somente uma derrota. Foi apenas a segunda vez na história que a nação figurou na competição.
Sylvinho está no cargo há cerca de um ano e meio e afirmou publicamente que está satisfeito com a experiência. Curiosamente, ele ainda não atingiu sequer a metade das partidas nas quais comandou o Corinthians: foram 43 jogos no Timão e 16 na seleção europeia até o momento.
Sua comissão técnica também é marcada pelo DNA sul-americano. O ex-lateral conta como assistentes Pablo Zabaleta, ex-ala argentino, e Doriva, ex-volante que já teve experiências como técnico principal em times importantes do Brasil.
