Treinador português tem sido especulado desde antes da polêmica renovação de contrato de Carlo Ancelotti com o Real Madrid
A Roma se classificou para a próxima fase da Copa da Itália após vencer a Cremonese por 2 a 1, de virada. Os gols de Romelu Lukaku e Paulo Dybala, na reta final do jogo, aliviaram o clima na equipe da capital, que não faz boa campanha na liga nacional.
Ao fim da partida, o treinador José Mourinho falou sobre seu futuro no clube, que segue indefinido, e sobre um possível convite para dirigir a Seleção Brasileira, conforme rumor que circula em veículos nacionais e internacionais nas últimas semanas.
Em um primeiro momento, o português reiterou sua confiança na diretoria, mesmo com rumores sobre outros técnicos surgindo. Ele está na Roma desde 2021, foi campeão da Conference League e vice-campeão da Europa League em anos consecutivos.
“Não tenho nenhuma razão para pensar que os donos do clube não são tão honestos como sou, confio 100% na honestidade deles, mas isso não significa que eles me queiram aqui. Acho que não falaram com outros treinadores pelas minhas costas, mas ainda não assinei”, comentou.

Sobre a Seleção Brasileira, Mourinho revelou que não recebeu nenhum contato da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele tem sido especulado na Amarelinha desde antes da notícia da renovação de Carlo Ancelotti com o Real Madrid. Ainda assim, nada de concreto aparenta ter surgido.
“Ninguém do Brasil me ligou, ou ligou para o meu agente, para ser o novo treinador da Seleção”, afirmou.
Opinião: Mourinho pode ser o que a Seleção Brasileira precisa
Mourinho ficou conhecido por muitos como um treinador “retranqueiro”, com um estilo de jogo feio e que talvez seja considerado o oposto do que o Brasil precisa. No entanto, há de se questionar de verdade se é essa a sua identidade.
Apesar de toda a marra e folclore, uma coisa é certa: o Special One é um especialista em vencer. Desde que deixou o Porto, viveu contextos favoráveis e outros não, mas sempre conseguiu ao menos uma taça. A única exceção foi a passagem pelo Tottenham, na qual foi demitido poucos dias antes de uma final.
Seus times também já apresentaram funcionamentos diversos, uns mais ofensivos, como determinadas versões do Chelsea e o seu Real Madrid (longe dos clássicos com o Barcelona), outros mais defensivos. Há variação entre jogos, perfis de elenco e outros fatores.
Mas o modelo de jogo, talvez, seja secundário nesse caso. Mourinho é alguém que pode recuperar o brio da Seleção, brigar com e pelos seus jogadores, fazer as críticas necessárias à CBF, à cultura futebolística local e à imprensa. Uma pena que todo o caos organizacional da Confederação deve deixar a oportunidade passar.
