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Em jogo fraco da Seleção, bizarrice aceita pela CONMEBOL e estrela de Endrick são destaques

Dorival escala time alternativo, vive drama na parte final do jogo, mas deixa o campo com vitória e Endrick pronto para assumir a titularidade

Mesmo com seu time “reserva”, o Brasil venceu o México, por 3 a 2, na noite do último sábado (9). A seleção pentacampeã do mundo fez valer o favoritismo contra os adversários, que vivem um momento de crise mesmo com o título da Copa Ouro no ano passado.

Entre os 11 atletas que iniciaram, os principais destaques da penúltima partida do time antes da Copa América foram Savinho e Andreas Pereira, ambos envolvidos diretamente no primeiro gol da Amarelinha.

Canhoto, o atacante do Girona dá uma opção diferente do que Rodrygo proporciona na ponta-direita. Já o meia do Fulham acumulou mais uma boa atuação sob comando de Dorival Júnior. Ele tende a ser uma séria alternativa para melhorar o volume ofensivo da equipe ao longo dos confrontos do torneio continental.

Com uma escalação nitidamente desentrosada e o México sofrendo para competir, a maior parte da disputa não emocionou muito. No final, os brasileiros foram vazados duas vezes e sofreram o empate, mas conseguiram a vitória com o terceiro gol consecutivo de Endrick com a camisa da seleção.

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Photo by ARIC BECKER/AFP via Getty Images

Detalhe importante: em nenhuma dessas oportunidades ele começou como titular. Todos os tentos ocorreram em confrontos nos quais saiu do banco. É um recado claro de quem pede passagem e deve figurar no time-base para a competição.

De acordo com levantamento do Data Futebol, perfil do X (antigo Twitter) especializado em estatísticas, o centroavante do Verdão se tornou apenas o segundo atleta na história a marca em três jogos seguidos do Brasil com menos de 18 anos. O primeiro foi Pelé

Dimensões do gramado condicionam jogo, sobretudo o 1º tempo

Com o jogo se tornando mais interessante somente na parte final, outro aspecto chamou mais atenção durante a maior parte do confronto: o impacto das medidas do campo — no padrão que a CONMEBOL aceitou para a Copa América — na dinâmica do certame.

Buscando dar um pouco mais de apelo a um torneio que já não chama mais tanta atenção, a Confederação Sul-Americana de Futebol se aliou à CONCACAF para organização da edição deste ano.

Oito anos depois do seu Centenário, o campeonato retornará aos Estados Unidos. Seis seleções da América do Norte e Central se juntarão a dez países da América do Sul na corrida pelo troféu.

Para isso, porém, a CONMEBOL aceitou que todos os jogos da Copa América ocorressem em campos com medidas menores. São cinco metros a menos de comprimento e quatro de largura, segundo informou a CBF. Pode parecer pouco, mas é algo que afeta consideravelmente o jogo.

O espaço é um bem muito precioso no contexto atual do futebol de elite. Via de regra, as principais equipes conseguem atuar de maneira extremamente compacta e, muitas vezes, o jogo se concentra em uma fração de cerca de 30% ou 40% dos mais de 7000 metros quadrados do campo.

Encurtá-lo torna ainda mais difícil a missão de construir ofensivamente em um trecho reduzido do gramado que concentra 21 atletas. Em menor ou maior grau, pressionar alto ou defender sua área em bloco baixo se torna mais fácil.

Isso tende a dificultar o jogo do Brasil e das outras seleções que apostam em um estilo de passe curto desde os primeiros metros do gramado. Uma pena que a CONMEBOL tenha achado essa uma medida razoável. Questões de infraestrutura à parte, imagine a FIBA realizando um torneio nos EUA e aceitando as medidas das quadras da NBA. Bizarro.