Apesar de também elogiar, ex-jogadores fizeram duras críticas ao atacante do Tottenham
Até mesmo em ascensão, Richarlison sofre com críticas de comentaristas da mídia esportiva britânica. No último episódio do podcast The Stand com Eamon Dunphy, ele foi tema de debate entre o apresentador e convidado John Giles.
Ex-jogadores das décadas de 1960 e 1970, ambos falaram sobre a melhora do brasileiro, que marcou três gols nos últimos dois jogos. Ainda assim, o reconhecimento da boa fase veio carregado de comentários negativos.
“Ele (Ange Postecoglou) transferiu essa calma e confiança para seus jogadores. Em especial para Richarlison, que marcou o primeiro gol na noite de sexta-feira. Ele era um desperdício de espaço e nós o assistimos por anos. Ele é brasileiro, é temperamental, mas está jogando de forma surpreendente agora, isso depende do treinador”, afirmou Dunphy.

Giles, inclusive, classificou a passagem de Richarlison no Everton, primeiro clube do brasileiro na Premier League, como “desastrosa”. Ele relembrou esses tempos em sua fala sobre o momento do camisa 9.
“Ele foi realmente um desastre no Everton, e o mesmo no Tottenham, mas ele está marcando gols da maneira que os Spurs esperavam que ele marcasse, eles fizeram uma grande mudança com ele”, afirmou o irlandês.
Richarlison foi mesmo um desastre no Everton?
A crítica de John Giles, sobre os anos nos quais Richarlison defendeu as cores dos Toffees, não faz muito sentido. Afinal de contas, foi justamente seu desempenho pelo time de Liverpool que fez o Tottenham desembolsar £ 50 milhões, o equivalente a R$ 315 milhões à época.
Mesmo com o Everton amargando campanhas ruins nesses anos, situando-se no meio da tabela ou lutando contra o rebaixamento, ele anotou 53 gols e 14 assistências em 152 jogos pela equipe do Goodison Park.
É necessário destacar que, durante a maior parte dos jogos nos quais defendeu os Toffees, o brasileiro atuava como ponta, posição na qual se destacou pelo Fluminense quando foi negociado com o futebol inglês.
Dessa forma, sua responsabilidade de marcar gols era menor. Ainda assim, enquanto esteve por lá, ele foi quase sempre um dos preferidos da torcida, que reconheciam também o esforço que demonstrava dentro de campo.
