Treinador aparentou concordar com motivos do atleta para ficar de fora dos cinco batedores iniciais
O Real Madrid se classificou para as semifinais da Champions League 2023/24 após superar o Manchester City, na última quarta-feira (17). A equipe espanhola segurou o empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação para sair vencedora na disputa de pênaltis.
Luka Modrić perdeu a primeira cobrança, mas Andriy Lunin defendeu duas batidas dos Citizens e todos os demais atletas merengues converteram: Jude Bellingham, Lucas Vázquez, Nacho Fernández e Antonio Rüdiger.
Mesmo com toda a mística, a decisão por meio das penalidades máximas aparentava ser um contexto muito perigoso para o gigante espanhol. Seus dois principais atacantes, Vinicius Júnior e Rodrygo, já haviam sido substituídos e não poderiam ser opções.
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Além disso, no gol estava Lunin, um goleiro jovem, que falhou no primeiro jogo das quartas de final e que vive sua primeira experiência na elite do futebol europeu. Parecia uma vitória improvável, ainda mais dentro da casa dos adversários.
Durante entrevista pós-jogo, porém, o treinador Carlo Ancelotti ressaltou sua segurança no elenco para aquele momento e expôs que muitos nomes se demonstraram aptos para bater as penalidades.
“Os pênaltis são uma aposta, mas a verdade é que eu tinha muita confiança nos jogadores. Colocamos os jogadores que tinham mais confiança, mas muitos queriam bater”, afirmou o veterano, de acordo com o Globo Esporte.
O brasileiro Éder Militão foi uma exceção à regra apontada por Ancelotti e pediu ao técnico italiano para não ser um dos cinco primeiros cobradores da disputa de pênalti diante do Manchester City. Ele alegou que o compatriota Ederson, goleiro adversário, poderia ter alguma vantagem por conhecê-lo.

“Apenas Militão me disse que Ederson lhe conhece muito bem, então era melhor não bater”, revelou.
Opinião: Nada da pecha pipoqueiro para Militão
Campeão de Champions League aos 24 anos como titular do Real Madrid, o zagueiro brasileiro não deve nada a ninguém no mundo do futebol. Hoje, aos 26 anos, é um dos melhores da sua posição no futebol mundial e deve fazer parte dos planos da Seleção Brasileira por longos anos no futuro.
O fato de Militão ter pedido para não bater o pênalti contra o Manchester City deve ser colocado dentro de seu devido contexto. Trata-se de um jogador cuja entrada em campo no jogo decisivo foi a terceira em um período superior a cinco meses, em função de uma lesão no joelho esquerdo.
Sair do banco para jogar dez minutos de uma prorrogação contra aquele que provavelmente é o melhor time do mundo na atualidade, na casa do adversário, não é nada fácil. Mal deu tempo de “esquentar” na partida.
O brasileiro foi correto e prudente. Se não se sentia seguro, ainda sem ritmo, melhor abrir o jogo do que arriscar a comprometer seu time contra um adversário que é companheiro de Seleção.
