Centroavante polonês era franco favorito de edição do troféu suspensa em função da pandemia
Em janeiro deste ano, a imprensa francesa noticiou uma investigação policial sobre o PSG em função de uma possível pressão exercida sobre a revista France Football. Os parisienses teriam feito um “lobby” para que Lionel Messi vencesse a Bola de Ouro de 2021.
À época, o argentino conquistou o prêmio pela sétima vez. No período de avaliação para votação, ele venceu sua primeira Copa América com a seleção Argentina. Naquele contexto, com o Chelsea se sagrando campeão da Champions League e a Itália vencendo a Eurocopa, o nível de concorrência foi menor.
A denúncia se embasaria em relações suspeitas mantidas por Pascal Ferré, ex-presidente da revista que organiza a premiação, e Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG. Ele teria sido recompensado por alguns favores com ingressos e outras alternativas.
Nesse cenário, de acordo com o jornal SPORT, da Espanha, de forma retroativa, a France Football avalia a opção de entregar a Bola de Ouro a Robert Lewandowski, pelo ano de 2020. A ideia é evitar uma perda da credibilidade do troféu em função do possível avanço das investigações policiais.
No ano de 2020, o polonês, ainda defendendo as cores do Bayern de Munique, era unanimidade como melhor jogador do mundo. Ele ganhou a Champions League, a Bundesliga e a Copa da Alemanha com os bávaros e marcou 55 gols em 47 jogos.

Na ocasião, em função da pandemia, a premiação foi suspensa e não houve vencedores. No ano seguinte, Messi venceu e Lewandowski foi condecorado com a primeira edição do Troféu Gerd Muller, honraria dada ao atacante do ano considerando o número de gols marcados num determinado período.
Opinião: A escrita certa por linhas tortas
Não há dúvidas de que Lewandowski é merecedor a Bola de Ouro de 2020 e que a France Football, em alguma medida, deve isso a ele. O cancelamento da premiação não fez qualquer sentido naquele período.
Posteriormente, a entidade criou o Troféu Gerd Muller, aparentemente, buscando compensar o erro que cometeu com o polonês. Obviamente, não funcionou, pois a honraria está longe de ter o mesmo apelo do troféu de melhor jogador do mundo.
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A opção de premiar o polonês do Barcelona com quatro anos de atraso soa como um desespero e gera certo constrangimento. Ainda assim, fará justiça ao que o centroavante do Barcelona já apresentou de melhor em sua carreira.
Na ocasião, ele venceu de maneira justa o The Best, da FIFA. No entanto, a relevância da Bola de Ouro, por ser o prêmio mais antigo e tradicional, é incomparável. Para o público, de forma mais ampla, a medida pode não ajudar em termos de credibilidade, mas o mais importante deve ser preservar a coerência histórica do troféu que nasceu em 1956.
